No Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, a Profa. Dra. Vitória Régia Izaú, da Faculdade de Educação da UEMG, foi homenageada com o Prêmio Zumbi de Cultura na categoria Educação. A cerimônia, realizada no Sesc Palladium e promovida pela Companhia Baobá Minas de Dança, celebrou trajetórias negras que fortalecem a cultura e a memória afro-brasileira em Belo Horizonte.
A foto que acompanha este texto registra, da esquerda para a direita, Luzia, mãe da professora, Joana, amiga próxima, e Gabriela, sua filha primogênita. A imagem sintetiza as raízes familiares que sustentam a caminhada de Vitória e dão sentido ao reconhecimento recebido.
Ex-moradora da Rocinha e residente em Belo Horizonte desde 1999, Vitória é doutora em Educação pela UFMG e docente da FaE/UEMG, onde coordena o NEPER e o Programa Egbara Wa, ambos dedicados à educação antirracista e à formação de profissionais comprometidos com as relações étnico-raciais. Sua trajetória, construída entre a pesquisa, a extensão e a docência, tem contribuído para ampliar o debate sobre justiça racial nos espaços educativos.
Ao receber o prêmio, a professora ressaltou a urgência desse compromisso no campo da formação docente, afirmando que “a luta contra o apagamento histórico da contribuição afro-brasileira e africana e a defesa da educação antirracista e do letramento racial são fundamentais para desconstruir estereótipos e combater a discriminação racial.”
O reconhecimento a Vitória evidencia a importância desse trabalho dentro da FaE. Em uma instituição que forma futuras e futuros professores, fortalecer o letramento racial não é apenas um gesto pedagógico, mas um compromisso ético com uma educação que enfrente desigualdades e valorize a potência da cultura negra na sociedade brasileira.
