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    III Fórum de Internacionalização amplia debate do tema na UEMG



    Por meio de sua Assessoria de Intercâmbio e Cooperação Interinstitucional (AICI), a UEMG deu início, na noite de ontem (05/11), à nova edição de seu Fórum de Internacionalização – relembre as edições anteriores aqui e aqui. Com atividades até esta quinta-feira (07), o evento tem o intuito de dar continuidade a um amplo debate sobre o papel da internacionalização no Ensino Superior.

    Na abertura, que foi realizada no Auditório da Escola Guignard da UEMG, em Belo Horizonte, compareceram interessados no tema em geral, como pesquisadores, docentes e discentes. A primeira mesa recebeu o assessor da AICI-UEMG, professor Júlio César Machado, o diretor da Escola Guignard, Prof. Adriano Gomide, e a representante da Assessoria de Cooperação Nacional e Internacional da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) Luísa Gouvêa Rates.

    Cumprimentando o evento, Adriano Gomide lembrou que “a própria Escola Guignard nasceu com essa ideia muito forte de trânsito e intercâmbio. O artista que dá nome à instituição é fruto desse movimento”, em referência Alberto da Veiga Guignard, célebre artista plástico que veio para Belo Horizonte, em 1944, a convite do então prefeito Juscelino Kubitschek, no intuito de desenvolver um moderno projeto de educação artística, que culminou com a Escola. “Não é uma instituição que se internacionaliza, mas seus membros. Ou seja, falar disso é discutir novas oportunidades para os estudantes, professores e técnicos”, salientou o diretor.

    Para Luísa Rates, a cooperação internacional fortalece o potencial de pessoas e instituições por meio da troca de conhecimentos e boas práticas. “A falta de conhecimento sobre o que é realmente uma cooperação, muitas vezes, gera desconfiança. Há até mesmo uma percepção histórica de relações desiguais com o estrangeiro. Mas, na verdade, trata-se da abertura de novos projetos e trabalhos”. Ela, então, apresentou o papel da Assessoria onde atua, a qual prospecta, coordena e monitora oportunidades de parceria entre empresas e instituições mineiras junto a atores de outros países. Luísa ainda colocou o órgão à disposição da Universidade.

    Segundo o Júlio Machado, “a consequência mínima e basal de uma Universidade é a promoção do desenvolvimento social das regiões que está presente, fortalecendo sua produção científica, cultural e sua economia”. Nesse sentido, o papel da AICI é “superar a visão de dificuldade em torno da mobilidade internacional, e atuar como parceira dos interessados em projetos na área, endossando propostas, intermediando diálogos com instituições estrangeiras e assessorando quanto à burocracia envolvida nos fluxos de intercâmbio”, detalhou. O assessor aproveitou para agradecer a presença dos representantes da área de internacionalização nas Unidades da UEMG: Daniela Paiva (Barbacena), Kaio Fidelis (Abaeté), Sofia Brito (Ubá), Charles Bicalho (Cláudio) e Andreia Bernardi (Design) – professores que irão fomentar essa visão ao longo da Universidade.

    Conferência
    Para proferir a palestra inaugural do evento, foi convidado o docente da Université de Moncton (Canadá), Prof. Guillaume Lépine. Com exposições e participação em concursos em vários países, além da formação plural que passa pela Escola de Design da Universidade de Quebec (Canadá), Escola Superior Nacional de Artes Decorativas de Paris e Universidade Federal do Rio de Janeiro, ele abordou a importância da mobilidade internacional para a formação acadêmica.

    Guillaume escolheu falar em português, idioma que vem estudando há alguns anos, para se colocar no “lugar de aprendizagem”, comum ao empreendedorismo internacional, como ele mesmo disse.

    “O contato com o outro revela experiências que você nem conseguiria imaginar”, garante, relembrando seu primeiro encontro com o berimbau, no Rio, quando, ao andar pela cidade, foi surpreendido por “aquele som metálico”, que soou exótico para ele. Na sequência do relato, Guillaume entoou uma canção típica de sua terra natal, o Quebec, a fim de causar na plateia a mesma sensação de estranhamento que experimentara ao descobrir o instrumento brasileiro. Intervenção que arrancou aplausos do público.

    Apesar da larga experiência internacional, Guillaume destacou que, ao contrário do que alguns presentes poderiam imaginar, mesmo no Canadá os empreendimentos nessa área sempre demandam esforço e muito tempo. O importante, frisou, é persistir e tentar vários caminhos diferentes, pois os benefícios valem a pena: “Muda uma vida, uma trajetória, uma carreira”.

    Continuação
    A programação deste III Fórum de Internacionalização da UEMG continua amanhã, a partir das 16h, com a roda de conversa 'Práticas artísticas e seus entornos - Entre lá e cá Local’, na Escola Guignard. Ainda na Unidade Acadêmica, é possível prestigiar a exposição trazida pelo Prof. Guillaume, que fica em exibição até o próximo dia 11. Confira algumas fotos:

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