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    Unidade Divinópolis | Palhaçaria e Psicanálise são tema de projeto de pesquisa

    Com o objetivo de estudar, por intermédio de aulas expositivas, a história, a filosofia e a técnica do palhaço, além de aproximar a arte da palhaçaria da Psicanálise, o projeto de pesquisa “O palhaço e a Psicanálise: a palhaçaria como uma possibilidade terapêutica” desenvolve, desde junho, atividades na UEMG Unidade Divinópolis.

    Segundo Miguel Levi, estudante bolsista do projeto, a ideia de trabalhar o tema surgiu a partir do seu envolvimento com o palhaço. “Comecei a estudar palhaçaria no meio de 2018, li alguns livros, comecei a estudar com alguns amigos que são palhaços há mais tempo, e ia caminhando com esses estudos paralelamente à faculdade. Em certo ponto, comecei a perceber uma familiaridade entre o processo de introdução ao palhaço com o da Psicoterapia, ou o processo de análise. As coisas pareciam se encaixar bastante”, explica o estudante, que logo em seguida entrou em contato com a professora Rogéria Gontijo, e, a partir daí, foi iniciada a pesquisa de forma detalhada, visando à estruturação do projeto.

    Depois da estruturação, o projeto foi contemplado pelo Programa Institucional de Apoio à Pesquisa (PAPq/UEMG), abrangendo dois grupos de estudo. “O grupo de estudos de palhaçaria, que até o momento tem acontecido aos sábados, tem como foco estudar a arte da palhaçaria e seus conceitos históricos, filosóficos e técnicos. Com o avançar do semestre, pretende-se chegar aos últimos encontros com uma parte prática, uma verdadeira oficina de palhaço, na qual, se tudo der certo, poderemos formar novos palhaços e expandir essa arte dentro do universo acadêmico. O grupo de pesquisa em Psicanálise busca estabelecer as conexões entre conceitos criados por Freud com o fazer do palhaço, tentando amarrar as pontas criadas pelo projeto, de que a palhaçaria é uma arte que pode auxiliar o sujeito a lidar com suas angústias. Dessa forma, no grupo de pesquisa, o foco é quase que exclusivamente psicanalítico, enquanto no outro o foco é só a palhaçaria enquanto arte”, comenta Levi.

    Diálogo

    A professora Rogéria Gontijo, orientadora do projeto, ressalta a relevância da abordagem desse tema na Universidade. “Discutir outras formas de lidar com a angústia humana, como é a proposta do projeto, me parece ser de extrema relevância. A palhaçaria é reconhecidamente uma arte popular e que, por muitos anos, teve seu conhecimento passado através de comunicação oral, quase exclusivamente familiar. Ao trazer o palhaço para o meio acadêmico, permite-se que aconteça o contato do conhecimento popular com a ciência produzida dentro da Universidade. Esse diálogo é rico tanto para o ambiente acadêmico, pois insere outro tipo de saber, como para a comunidade, que consegue ganhar bastante com essa troca. Dessa forma, ao trabalharmos o palhaço dentro da Universidade, a partir de uma visão psicanalítica, é possível perceber as suas nuances teóricas, que abrangem a psique humana. Enxergar em outros saberes a possibilidade de um diálogo com a Psicanálise é extremamente rico, principalmente para o fazer psicológico”, destaca a professora.

    Atualmente, o projeto conta com quatro pesquisadores: as professoras Rogéria e Eloisa Borges (voluntária) e os bolsistas Miguel Levi, estudante do curso de Psicologia, e Graciela Nascimento (voluntária), estudante do curso de Letras.

    A receptividade do projeto por parte da comunidade acadêmica tem sido positiva, atraindo não apenas os estudantes de Psicologia, mas também de outros cursos da Unidade, além de professores interessados no assunto.

    O projeto está aberto a novas participações. Quem tiver interesse em participar deve acompanhar a divulgação realizada nas fanpages doCentro Acadêmico do curso de Psicologia (CAPsi) e da UEMG Unidade Divinópolis. “Os encontros são separados pela temática, porém qualquer um pode frequentar. Inclusive, incentivamos que o faça. Além dos encontros, disponibilizamos o material de referência para todos, de forma a facilitar o estudo daqueles que estiverem interessados”, conclui Rogéria.

    Assessoria de Comunicação | UEMG Unidade Divinópolis
    Texto: André Camargos
    Fotos: Elvis Gomes

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