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UNIDADE EM FOCO - UEMG Ibirité | Saberes do Quintal: cultura, biodiversidade e educação popular

02/08/2017

Ilustrações de Helena Coelho dialogam com as temáticas pesquisadas pelo Laboratório Kaipora

Um quintal é um recinto multifacetado, que ocupa um espaço ancestral da vida brasileira: quer nos costumes, quer na sabedoria popular, é possível reconhecer a dinâmica da civilização passando por esse cômodo, que resiste no ambiente rural, mas é cada vez mais restrito no cenário urbano. E quando o cultivo de plantas nativas se justifica pela produção sociocultural de um povo, o caldo dessa mistura fica ainda mais saboroso.

Sabendo disso, o Laboratório de Estudos Bioculturais da Unidade Ibirité, não por acaso nomeado como o ser fantástico do folclore brasileiro, Kaipora, tem atuado em projetos de pesquisa e extensão junto à comunidade externa, que reúnam abordagens etnoecológicas, campo interdisciplinar que atua entre a Antropologia e a Ecologia, justamente as áreas de formação dos professores atuantes do Laboratório.

Um desses instigantes projetos é o Saberes do Quintal, coordenado pelo vice-diretor e professor da Unidade, Emmanuel Almada. Com o intuito de promover o que ele chama de “projeto de extensão ao contrário”, são convidadas mensalmente pessoas da comunidade para que possam, gratuitamente e dentro do ambiente acadêmico, apresentar e repercutir os saberes populares no cultivo e manejo de plantas de uso tradicional, que sejam nativas da região e cujos usos e características foram sendo legados ao esquecimento ao longo das gerações.

Ele credita grande parte dessa aculturação a um comportamento de consumo relacionado à forte industrialização nos segmentos de alimentação e farmacêutico, que, se por um lado facilitam o acesso a produtos, por outro incentivam a homogeneização dos costumes, influenciando o que se deve comer e como cuidar da própria saúde.

Projeto registra e divulga os saberes populares
O professor defende que a existência de projetos como o Saberes do Quintal é fundamental para alertar sobre essa influência no comportamento da população: “Comer é também um ato político", afirma. Segundo ele, o fato de se plantar, criar uma horta no quintal, ou horta comunitária é um posicionamento político contra essa homogeneização e se transforma em um ato de fortalecimento para a manutenção e perpetuação desses conhecimentos e desses saberes populares.

Sobre a proposição de colocar atores da comunidade como protagonistas e com lugar privilegiado de fala dentro do projeto, ele acredita que haja uma falsa disputa entre o saber popular e o acadêmico: “A Ciência nem sempre é capaz de responder e compreender o mundo em sua totalidade, é preciso que ela dialogue com outras formas de saber e aprender como elas têm tido importância para garantir a soberania alimentar das populações, o cuidado com a saúde – muitos dos medicamentos hoje existentes provêm desse conhecimento popular, dos manejos das comunidades rurais e da nossa própria diversidade alimentar, que é resultado direto da diversidade cultural”, explica.

Além das rodas de conversa e oficinas, o projeto ainda mantém um horto com diversos espécimes nativos, plantas cujos nomes que podem hoje soar estranho para muitas pessoas: serralha, caruru-de-porco, cará-de-rama, mangarito, taioba, ora-pro-nobis. Todas têm riquíssimo valor nutricional ou medicinal. Clique aqui para acessar algumas das peças elaboradas pelo projeto.

Nesse espaço, além dos encontros nos quais se aprendem os usos alimentares e medicinais das plantas, realizam-se igualmente oficinas para ensinar o manejo e cultivo dos vegetais. “Tem-se hoje discutido bastante o uso do espaço urbano. Quando colocamos no centro da discussão os quintais, chamamos a atenção para o espaço da moradia para além da mercadoria. Então, é possível pensar que morar deveria também consistir em produzir seu próprio alimento. A cidade constitui-se teoricamente como uma ligação da natureza: os quintais sempre estiveram presentes, seja na roça ou na cidade. Então, pensar a cidade como elemento para fortalecer o saber alimentar é também pensar e fortalecer a própria economia doméstica, autonomia para a própria saúde, sua própria forma de consumir alimentos”.

O Laboratório Kaipora deverá lançar ainda, em 21 de setembro deste ano, o livro Quintais, memória, resistência e patrimônio cultural, pela EdUEMG (Editora da UEMG), com o resultado das pesquisas e atividades de extensão realizadas pelo Laboratório desde 2013, época de sua criação. Segundo o professor Almada, a publicação conterá a descrição de sementes crioulas e nativas, resultado de pesquisa de artefatos relacionados ao manejo de quintais e as histórias de vidas dessas pessoas, relacionadas a seus quintais.

As atividades promovidas pelo Laboratório podem ser acompanhadas no blog criado para repercutir as ações e também na página no Facebook.

Confira a seguir um trecho inédito do Capítulo I Quintais como patrimônio biocultural, dos professores Emmanuel Duarte Almada e Mariana Oliveira e Souza.

(Clique sobre a imagem para ampliá-la)

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